A pubalgia do atleta e a osteíte púbica

Tenho certeza de que a maioria dos praticantes de atividades físicas já ouviu falar em pubalgia, porém poucos conhecem a osteíte púbica. A dor na região da virilha e do púbis representa uma causa comum de afastamento do esporte e até de aposentadoria para esportistas, o que mostra a importância do diagnóstico e do tratamento correto dessas patologias.

Em geral, as duas patologias estão ligadas, e é muito difícil diferenciá-las clinicamente. A pubalgia do atleta é uma dor crônica na região do púbis, ou inguinal, associada a esforço físico. Geralmente o mecanismo se dá por desequilíbrio da musculatura abdominal e dos adutores, na região inguinal.

Na osteíte púbica, além dos mecanismos já descritos, pode ocorrer instabilidade da pelve na região da sínfise púbica (naquela região acima do órgão genital), levando a artrose naquela região (desgaste ou perda de cartilagem).

As duas são patologias muito comuns em jovens, principalmente homens que praticam futebol, ou esportes em que há mudança brusca de direção, ou que envolvem chutes. O formato da pelve da mulher a protege dessa patologia, pois a pelve feita para um parto apresenta maior área de inserção de musculatura abdominal, por isso é rara em mulheres.

Geralmente, não há dor em repouso, ou sem prática de atividades físicas, somente nos casos mais avançados. Nas duas patologias, há dor à palpação dos adutores, na parte de dentro da coxa, e o perigoso dessas patologias é que o atleta consegue realizar atividades físicas, mesmo com o quadro, pois a dor é suportável, até chegar a um grau mais avançado de lesão.

Na maior partes dos casos, o tratamento é conservador, com repouso, fisioterapia e anti-inflamatórios. Pode-se fazer infiltrações com corticóides, que têm bom resultado. A cirurgia só é indicada quando há falha do tratamento conservador, ou lesão muito extensa da sínfise púbica.

Vale ressaltar que o tratamento é longo e pode levar até cerca de oito meses de fisioterapia e restrições. Portanto, se você tem uma dessas patologias, tenha paciência com seu ortopedista!

É importante salientar que essas lesões podem ser prevenidas com fortalecimento abdominal e pélvico adequados, reforçando abdutores e adutores dos quadris, assim como o músculo reto abdominal.

Concluindo, com o avanço da ortopedia e dos diagnósticos, a prevenção cresce e se torna mais evidente, enquanto a incidência dessas doenças diminui cada vez mais…

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