Alagamento: passar ou não passar?

Com janeiro chegam as chuvas de verão, época de enxurradas, típicas dessa época do ano, geralmente repentinas e com alto volume de pluviometria, quase sempre em poucos minutos. Dependendo da região, o motorista pode ser surpreendido por uma enchente e ficar ilhado. Dessa forma, surge o dilema: passar ou não pelo alagamento?

Confira, a seguir, as dicas do Cesvi Brasil (Centro de Segurança Viária) sobre como decidir da melhor forma. Informações que podem representar uma economia significativa quando vier a bonança depois da tempestade.

– Não passar se a água estiver acima da metade das rodas;

– Usar pontos de referência, como outros veículos, para avaliar o nível do aguaceiro durante o trajeto;

– Se for encarar a travessia, manter o carro em primeira ou segunda marcha, sem mudar de marcha e com aceleração constante, em baixa velocidade, entre 2.500 e 3.000 rpm, para o motor não “morrer”;

– Evitar atravessar ao lado de outros veículos, sobretudo de maior porte, para que o deslocamento da água não movimente seu carro;

– Se o motor desligar, não acioná-lo enquanto a água estiver sobre as rodas.

Segundo Eduardo Viegas, da Viegas Serviços Automotivos, de Belo Horizonte, se o motor apagar, não tentar religá-lo é fundamental.

“Ao encarar um alagamento e não passar, procure um lugar mais elevado e seguro. Desligue o motor, não tente ligá-lo novamente e acione o serviço de socorro, de preferência para levar o veículo diretamente a uma oficina especializada de conserto de carros alagados”, recomenda Eduardo.

Se a água entrou no carro, avisa o especialista, o ideal é providenciar uma revisão, com secagem do veículo e verificação de componentes que podem ter sido danificados, no prazo mais curto possível.

“Isso evita o surgimento de mofo e previne a corrosão de peças, em especial as da parte elétrica. São cuidados que podem reduzir os danos e o prejuízo com oficina”, alerta Eduardo.

Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas os estragos em geral estão diretamente relacionados à quantidade de água que entrou no carro. Se o nível chegou até antes da altura dos assentos, os danos costumam ser menores – com sorte, restritos às forrações, espumas e tapeçaria.

Mas, se o líquido tiver chegado à altura do painel, as chances de haver danos em itens elétricos e eletrônicos são grandes. São os mais caros de consertar ou substituir, sem contar o motor e componentes mecânicos.

“Se a água tiver atingido apenas a tapeçaria, um bom lava-rápido especializado pode resolver o problema”, explica Eduardo.

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