Ao penta!

Ao penta, Cruzeiro!

Não há mais nada que possa deter-te.

Desliguem os secadores. Já era!

Está de volta a mística copeira azul – conhecida além fronteiras como La Bestia Negra.

Quando Thiago Neves deu cinco passos para trás antes de cobrar aquele escanteio da direita, a união estrelada estava consumada. Baixavam naquele canto Alex, Tostão, Roberto Gaúcho e uma infinidade de canhotos mágicos.

Thiago Neves são MUITOS.

A bola saiu dos pés do camisa 10 e encontrou o cabeceio fulminante de Hudson – abençoado por volantes como Fabinho, Ricardinho, Ademir, Douglas, Piazza, Zé Carlos…

Hudson são MUITOS.

Rafael Sóbis entrou para fazer a parte dele no momento do vamos ver. Tinha a aura de Geovanni, Renato Gaúcho (quanta ironia!), Tilico, Joãozinho, Dirceu Lopes…

Sóbis são MUITOS.

O garoto Raniel mostrou personalidade e estrela – iluminado por Deivid, Fábio Junior, Marcelo Ramos, Cleisson e Ronaldinho (o dentuço original, não o fundador do cam).

Raniel são MUITOS.

Fábio… Ora bolas, como diria Saldanha.

cruzeiro

Se, no mundo do futebol, aquele tal lá do Horto é tido como santo, este da Toca, então, é Deus, como não?

À queima roupa, Fábio parou Barrios logo aos quatro minutos de jogo. Começava ali o triunfo azul.

Triunfo que se desenhou mais nitidamente quando o gigante da meta na Pampulha pegou um pênalti com o pé esquerdo – como quem diz ao outro lá: “Isso é moleza. Quero ver o seu time deixar de ser monotítulo e sem bi…”

Etc. & tal – até porque o cobrador do pênalti no Mineirão foi um craque chamado Luan, e não um fiascos qualquer lá no Horto.

Fábio são MUITOS.

Com o axé de Dida, a força de Raul e a porradaria, se for preciso, do Luiz Antônio – quem se lembra do nosso goleirão UFC?

Thiago Neves, ahhh, ele de novo. Não se assustou com o pegador de pênaltis sulista.

Cai pra lá, prezado gremista, porque a bola vai entrar mansamente, rasteirinha, é no outro lado.

GOOOOOOLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!

Cruzeiro na final da Copa do Brasil.

Pela sétima vez na história.

Orgulho de Minas, rumo ao penta.

A mística celeste em mata-matas está de volta, meus caros.

Tremei, Brasil – e todo o continente!

La Bestia Negra despertou.

À sua maneira copeira, como uma estrela de um esquadrão errante, mas de brilho certo e valor inestimável – adaptando Shakespeare.

Que venha o urubu!

Vamos, vamos, Cruzeirôôô!

Que vou aonde você for.

Ao penta!

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