As gorduras saturadas são do mal?

Em meados do século passado chegou-se à conclusão de que as gorduras saturadas, de origem animal, como manteiga, queijo e carne vermelha, eram ruins para sua saúde. Isso levou a uma era de redução desses alimentos em nossa dieta. E sabe o que aconteceu? Aumento estrondoso dos níveis de obesidade e de doenças cardiovasculares como derrame e hipertensão… Mas, como é possível?

As gorduras, como eu disse na coluna anterior, são fundamentais e não podem deixar de fazer parte da nossa alimentação. Sempre que deixamos de ingerir um tipo de alimento, o corpo termina pedindo outro pra substituir.

A indústria alimentícia começou a ‘caçar’ os alimentos gordurosos e remover a gordura deles; com isso, eles ficaram sem gosto e sem graça. E aí? Simples, acrescentaram adoçantes, açúcares, sal…

Atualmente, sabemos que as gorduras saturadas não são o vilão, mas devem ser comidas de forma equilibrada; apresentam, além do sabor, uma série de efeitos bioquímicos importantes para o corpo.

As tais gorduras saturadas também têm um efeito menor sobre a gordura corporal e risco de doenças do que se imaginava. Os açúcares, carboidratos mal escolhidos, por outro lado, podem ser facilmente transformados em gorduras dentro do nosso organismo, caso não haja necessidade de usá-los nos momentos seguintes à ingestão. Pessoas que ingerem muito açúcar, e usam pouco, possivelmente terão níveis maiores de triglicérides no sangue e maior risco de obesidade e doenças.

Aqui temos de esclarecer uma coisa: as gorduras “trans” não foram inocentadas e fazem mal à sua saúde; elas são encontradas em fast-foods, margarinas, produtos de confeitaria, óleos hidrogenados e muitas frituras.

Então, o churrasquinho está liberado?

O segredo é a moderação. Todo mundo comete excessos na alimentação eventualmente, mas a dieta do dia-a-dia deve ser equilibrada. Comer bem não é igual a aderir a uma seita, sem radicalismos. Os alimentos não devem ser proibidos, mas alguns deles devem ser ingeridos muito de vez em quando. Devemos priorizar os alimentos certos e restringir os “desequilibrados”.

Alimentação não é algo que se possa avaliar isoladamente. Pessoas saudáveis não precisam e nem devem excluir uma classe inteira de alimentos; por exemplo, excluir toda gordura, todo carboidrato…

Mais importante do que comer ou deixar de comer um alimento especifico é ter equilíbrio na dieta. Por exemplo, as gorduras saturadas não devem compor mais que 10% da alimentação.

Agora ficou confuso? O que comer, então? Não tem erro: priorize uma alimentação rica em vegetais, carboidratos complexos, cereais, peixes e deixe os prazeres ocasionais como doces, balas, refrigerantes, churrasco para situações realmente ocasionais, quando fizer questão mesmo…

Escolha a comida e a ocasião, não deixe ela te escolher!

Coma bem!!!

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