Bom exemplo

Uma cena, entre muitas, chamou a atenção no pórtico de chegada da 18ª edição da Volta Internacional da Pampulha, neste domingo (4). Um corredor cruzou a linha final de mãos dadas com uma criança. Em seguida, ele se abaixou para dar um abraço caloroso no garotinho.

Na verdade, trata-se até de uma tradição. O executivo de vendas Daniel Nogueira, de 40 anos, diz que o filho o acompanha nas chegadas desde que estava na barriga da mãe, Michele Badaró.

“Ela estava grávida quando cruzei a linha de mãos dadas com ela. Desde então, cheguei todas as vezes de mãos dadas com o meu filho”, conta Daniel, que corre a Volta da Pampulha desde 2008.

Vestido igual ao pai, o garoto Vinícius Badaró tem três anos e dez meses. Vai completar quatro no fim de janeiro.

“Ele vai gostar de corrida como eu. Não tem erro”, sentencia o pai.

Daniel diz que corre há 12 anos. Ele era sedentário e fumava.

“Tudo mudou. Comecei a correr e parei de fumar. Ganhei saúde mental, física. Melhorou no fôlego, o controle glicêmico, a pré-disposição no trabalho e o desempenho sexual”, compartilha.

O executivo completou a prova em 1h11.

“Agora, vou para casa comemorar com a minha família. Vai ter churrasco!”, avisou.

Manda brasa, fera!

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