Bruno Soares e Marcelo Melo, muito obrigado!

No Brasil, o futebol é o primeiro esporte na preferência do povo. Nutre paixões, envolvendo e absorvendo uma grande parcela de adeptos, seja como praticante ou espectador. Os outros esportes, coletivos ou individuais, apresentam-se como coadjuvantes no quesito popularidade.

Aqui em BH, um outro esporte vem nos dando muitas alegrias – não só para os mineiros. O tênis, representando os esportes de raquete, com nossos dois grandes jogadores no cenário mundial: Bruno Soares, segundo do ranking da ATP duplas e Marcelo Melo, terceiro do ranking da ATP duplas. Dois atletas mineiros, de Belo Horizonte, que muito nos honram e estimulam a prática deste esporte em Minas Gerais.

Pela falta de incentivo, pelo pouco caso que se dá ao esporte em suas várias instâncias, este é um resultado fantástico! Podemos afirmar que não existe um projeto escolar ou social ,verdadeiramente importante e eficaz, que proporcione a popularização do tênis. Muito pelo contrário, o tênis é considerado um esporte elitista, caro e de baixíssimo acesso para as camadas mais baixas da população. E, mesmo assim, nós estamos chegando lá, no topo.

Então, quais os motivos que levam a este significativo sucesso aqui em BH, e até mesmo no Brasil?

Em primeiro lugar, indiscutivelmente, o talento. Mas não somente isto. Um atleta campeão precisa de mais do que talento. Persistência e treinamento de qualidade desde o início, da escolinha à especialização também aparecem como fatores fundamentais para a obtenção do sucesso – em outras colunas falaremos sobre esses fatores tão importantes.

Basicamente, considero a conjunção destes três fatores: talento, treinamento e persistência como a trinca e o pilar necessários para a formação do grande atleta. Sem este pilar não se forma um atleta de alto nível que possa disputar torneios e campeonatos internacionais.

O mérito do sucesso do tênis aqui em Minas Gerais, e acredito que em todo o país, é fruto do esforço da iniciativa privada, mais conhecida como família, o que, por um lado, é bom, pois como disse em outra coluna, este apoio é essencial; mas, por outro lado, é ruim, pois exclui uma grande parte da população que não conta com recursos financeiros suficientes.

Nossos heróis Bruno e Marcelo são atletas excepcionais, que representam a vitória do esforço pessoal. Mas, este esforço pessoal é pouco. A falta de inciativa pública infelizmente coloca no futuro deste esporte uma grande dúvida e interrogação.

Esperar do governo uma política pública esportiva inteligente e direcionada para o desenvolvimento efetivo do esporte de alto nível é crer em milagre! Por enquanto, nós, pais, professores,atletas, torcida, federações e, sobretudo, amantes dos esportes, vamos fazendo nossa parte para o crescimento do tênis e surgimento de novos campeões.

Precisamos de mais Brunos e Marcelos!

Que venham mais títulos, mais alegria e mais esperança!

Valeu, campeões!

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