Corridas de longas distâncias e rabdomiólise

O número de praticantes de corridas de longas distâncias é cada vez mais crescente, inclusive ao redor da Pampulha. Muitos desses atletas estabelecem metas de rendimento em curto prazo e com preparos inadequados para disputarem competições.

Provas duradouras exigem uma longa base de aprendizado técnico, periodização de treinamento adequado e apoio nutricional, dentre outros cuidados. As complicações clínicas decorrentes do excesso de atividade física em condições adversas podem ser preocupantes e muitas vezes graves para a vida do esportista.

Uma dessas complicações é a rabdomiólise, que é a destruição das fibras musculares que leva à liberação de produtos intracelulares na corrente sanguínea, como a mioglobina, lesiva para os rins, podendo causar insuficiência renal aguda.

Além do exercício físico extenuante, traumatismos, convulsões,  infecções, ingestão de álcool e drogas, entre outras, são situações que podem acarretar no aparecimento da rabdomiólise.

A gravidade da doença varia desde elevações assintomáticas das enzimas musculares séricas até a doença com risco de vida associada a elevações extremas de enzimas, desequilíbrio eletrolítico e lesão renal aguda.

A tríade clássica da rabdomiólise é composta por mialgia, fraqueza muscular e urina escura. Outros sinais e sintomas musculares podem estar presentes, como edema, rigidez e cãibras. Sintomas gerais são comuns, como febre, mal-estar, náuseas e vômitos.

O diagnóstico é clínico e laboratorial, com o aumento de enzimas musculares na corrente sanguínea e na urina, que a torna escurecida, vermelho-castanho. O tratamento dependerá do quadro clínico.

De modo geral, a hidratação é um dos principais pilares do tratamento, a fim de aumentar a velocidade de eliminação renal dos eletrólitos, enzimas e outros produtos liberados pelo músculo lesionado.

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