CrossFit, vilão ou mocinho?

Sabe aquela “inveja boa” que sentimos ao ver homens e mulheres postando nas redes sociais seus corpos esculturais e sua vida “Fit”, seus dias perfeitos em academias e esse seu novo mode de “treino” chamado CrossFit, o “milagre”? Pois bem, há de se tomar muito cuidado na busca deste “corpitcho” fitness. Isso porque essa modalidade de treinamento pode causar lesões muito sérias e muitas vezes incapacitantes.

O CrossFit é um programa de treinamento de força e condicionamento físico baseado em movimentos funcionais, com alta intensidade e frequentemente variados. Esses movimentos podem ser divididos em três modalidades básicas: levantamento de peso, ginástica olímpica e condicionamento cárdio metabólico. Geralmente, essas atividades são enquadradas em um plano de treino chamado WOD (workout of the day) e, geralmente, aí que mora o perigo…

A competição criada entre os participantes pelo WOD faz com que muitas vezes aqueles se submetam a atividades extenuantes que podem causar lesões em músculos e tendões. Tenho atendido já com certa frequência pacientes em meu consultório com lesões no manguito rotador (conjunto de músculos responsáveis pela mobilidade do ombro) causados por excesso de peso nos movimentos realizados no CrossFit.

Não que essa atividade seja um “gerador de clientes” ortopédicos, mas, como toda atividade física de alta demanda, deve ser realizada sob orientação constante de um profissional habilitado, quer seja um professor de educação física, quer seja um fisioterapeuta graduado. E, ao sentir algum desconforto, a atividade causadora do mesmo deverá ser imediatamente interrompida e um ortopedista de sua confiança deverá ser consultado.

A ótima noticia é que essa modalidade tem, sim, muito bons resultados no tocante ao fortalecimento muscular e condicionamento físico, tornando-se excelente alternativa àqueles que acham entendiante os exercícios em academias convencionais.

No mais, pessoal, corpo são, mente sã e vida que segue!

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