E o mundo, come o quê?

Em época de Olimpíada, com pessoas do mundo inteiro coabitando uma cidade construída para os atletas, eu fico imaginando a complexidade e a riqueza de sabores que circulam na gigantesca cozinha aonde são preparadas as refeições para toda esta gente.

Se no nosso país já há uma diversidade enorme de tipos de culinária, fico fascinada e muito curiosa por saber o que andam cozinhando para atender a tantos gostos e hábitos alimentares. E as opções são muitas. Cinco diferentes tipos de buffets foram planejados e 18 mil refeições são servidas diariamente.

O Buffet Brasil não fica sem o arroz com feijão, mas também está conquistando o mundo com o nosso pão de queijo (uai), além de brigadeiro, açaí e frutas de todo tipo.

No Buffet Ásia, sushis e sashimis dividem espaço com rolinhos de primavera e diversas frutas e vegetais.

As peculiaridades culinárias são levadas muito a sério. Os coreanos, por exemplo, vão encontrar seu prato típico “kimchi”, que é preparado com uma couve fermentada, legumes variados e cebolinha. Quem se arriscaria a provar?

Outro Buffet é o Pasta e Pizza. Com certeza, uma festa. Para quase todos.

É sabido que alimentação e religião estão intimamente ligadas na tradição cultural judaica e muçulmana. E duas cozinhas foram construídas para atender à suas peculiaridades.

Kosher é a comida que respeita uma série de normas estabelecidas pelo Torah, livro sagrado dos judeus. Para que nada contrarie estas determinações religiosas, os rabinos acompanham de perto todo seu processo de preparação. Desde as panelas, tudo tem que ser abençoado. A carne de porco não é consumida, e toda carne que comem tem que estar muito bem cozida. Contudo, os pratos preparados dentro das determinações kosher, não são sinônimo da culinária judaica. Qualquer dia falaremos sobre ela.

Halal: os alimentos oferecidos por esta cozinha, projetada, executada e acompanhada pelo Centro Islâmico no Brasil, seguem as determinações prescritas pelo Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, no qual está definido o que eles podem comer e beber. As restrições alimentares se parecem muito com as judaicas. As bebidas alcoólicas, como vinho e cerveja, são proibidas.

Há, logicamente, uma “lanchonete”. Junk food é palatável para todos. Hambúrgueres e batatas fritas também são consumidos às toneladas.
E uma churrascaria!!!!

Mas esta gigantesca e complexa cozinha precisa ainda atender a atletas vegetarianos e portadores de intolerâncias alimentares. Além disso, todo alimento aí preparado deve estar acompanhado de uma descrição nutricional completa, que seja entendida por todos.

Assim, por essas simples referências ao trabalho realizado para alimentar todas as delegações presentes à Rio 2016, podemos ter uma ideia do que significa a culinária como elemento importante para conhecermos o mundo. O que comemos se relaciona intimamente com o que vivemos. Com nossas origens. Com nossa história. Com nossas tradições religiosas. Com nosso clima. Com nossa geografia. Em síntese, a culinária é um elemento fundamental de nossa cultura.

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