Educação Física: compromisso com a inclusão social

A Educação Física cumpre, ou pelo menos deveria cumprir, um papel pedagógico de inclusão social. Foi assim que aprendi nas minhas aulas na faculdade de Educação. Uma questão muito óbvia, aparentemente. Independentemente de qualquer disciplina, é um princípio básico da Educação Formal fomentar a inclusão social, criando um clima favorável para o aprendizado de todos, promovendo o desenvolvimento afetivo e social.

É assim que saímos da faculdade, é assim que acreditamos na Educação. A Teoria fica o tempo todo me instigando a fazer de minha prática pedagógica uma ferramenta que possibilite a inclusão e a criação de um ambiente favorável para o aprendizado verdadeiramente robusto. Seja na academia, seja na escola, não importa aonde. O papel do professor deve ser exercido enraizado no princípio fundamental da tolerância, da assistência e da solidariedade.

Enxergar um pouco mais além, perceber as carências e necessidades de cada aluno devem nortear a ação pedagógica. Por que falo isto? Porque vivemos numa sociedade doente, egoísta e profundamente materialista.

Os jovens e adolescentes estão cada vez mais trancados em seu mundo próprio conectado por um aparelho que os desligam do mundo real. Estão isolados de um mundo que priorize a relação social, o bate papo e a amizade.

A Educação Física, por possibilitar a integração e a participação conjunta através dos esportes, precisa quebrar a hegemonia e tendência antissocial que paira em nossas crianças. A habilidade do profissional de Educação Física em perceber situações que promovam a exclusão, o bullying, deve ser reprimida no ato.

Crianças com dificuldade de aprendizagem, com problemas físicos, devem ser abraçadas e colocadas em situações que promovam a sua integração social. Pais devem estar atentos para perceber seus filhos não apenas como futuros adultos e profissionais, mas também como pessoas que estão emergindo e se relacionando numa sociedade que prioriza o pessoal em vez do coletivo e o ter em vez do ser.

Para que criamos nossos filhos?

Assim como na Educação Física, a ação de repensar um pouco este mundo para o qual estamos navegando com extrema velocidade deve partir de casa para uma nova direção. Quem sabe para criar uma sociedade mais comprometida em valores que há muito já perdemos.

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