Esporte feminino no Brasil

Nesta semana em que se homenageia as mulheres, não poderia aqui passar em branco sem comentar sobre a realidade, participação e importância feminina na área esportiva.

É notório uma maior participação de mulheres no esporte de alto rendimento, porém, quando comparado com a participação masculina, percebe-se uma lacuna considerável entre homens e mulheres.

Nos esportes coletivos, como o vôlei, futebol, basquetebol e handebol, no Brasil, é ainda relevante a diferença de apoio de patrocínio entre os dois gêneros. Se no masculino é precário o apoio governamental e particular, imagina o que acontece no âmbito feminino? Não vemos empenho e interesse das instituições responsáveis para tal desenvolvimento.

Na Terra do Futebol, é vergonhosa a participação feminina nos campos. Apenas para ilustrar de forma mais clara, não temos um campeonato brasileiro de futebol feminino profissional.

Países do Primeiro Mundo, como EUA, Canadá e Austrália, apresentam uma estrutura profissional de grande porte e, consequentemente, apresentam as melhores seleções de futebol do mundo.

As melhoras jogadoras brasileiras, como Marta, eleita a melhor do mundo inúmeras vezes, precisam jogar no exterior. Aqui não há espaço, motivação e estrutura para elas.

Nos esportes individuais, como natação, judô, ginástica olímpica e tênis, vemos muito mais o esforço individual de atletas ou de suas próprias famílias em busca de um lugar ao sol do que, efetivamente, um programa de esporte que viabilize seu crescimento e desenvolvimento.

Muitos talentos femininos esportivos se esfacelam pelo caminho árido do esporte no Brasil. Não há como resistir, e o abandono é a prática mais comum. Muitas são as variáveis que levam a este quadro negativo do esporte no país, em especial do esporte feminino.

Não só aspectos econômicos, mas sobretudo culturais, exercem e influenciam essa situação degradável da inclusão feminina no cenário esportivo. Nas escolas, no âmbito da Educação Física, é necessário estimular as meninas em aulas de escolinhas de Esporte.

Precisamos em muito motivá- las a treinar, a participar de aulas de Educação Física voltada para o jogo, para o esporte. Quando elas começam a ingressar na adolescência, por volta dos 13/14 anos, perde-se o interesse geral pela prática esportiva.

Será que o ensino da Educação Física não precisa ser remodelado? Ou será o melhor caminho extirpá-lo do ensino?

Só teremos uma participação feminina efetiva, mais ampla e sem preconceitos, quando a Educação tomar as rédeas de um movimento amplo em que valorize a participação maciça das crianças num programa sério de treinamento esportivo!

Seja nos esportes coletivos ou nos individuais, chegou a hora de mudar significativamente a participação e inclusão das mulheres no universo esportivo!
Menos blá-blá-blá e mais ação! Menos política e mais atenção! Menos discurso vazio e mais educação!

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