Estepe temporário

O Projeto de Lei 82/15, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados no fim de junho. Agora, o Projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para o deputado, o estepe de uso temporário oferece um risco por ser mais fino. “Esse procedimento, além de suscitar dúvidas relativas à segurança do veículo que, em caso de emergência, trafegará com três pneus iguais e um diferente, certamente causará prejuízos ao consumidor que necessitar substituir uma roda ou pneu avariado pelo estepe”, disse o parlamentar no texto do Projeto de Lei de 2015.

De caráter conclusivo, se o Projeto de Lei for aprovado pelas comissões restantes, não terá de passar pelo Plenário e seguirá diretamente para sanção presidencial. Caso uma das comissões decida de forma contrária, ou se 51 deputados assinarem recurso para analisar a proposta, o projeto será votado pelo Plenário.

Estepe

Atualmente, as montadoras buscam aproveitar cada espaço do automóvel e, assim, economizar combustível. Dessa forma, pensou-se em várias soluções para o estepe, sendo que a mais comum, atualmente utilizada nos países desenvolvidos, é o uso do estepe temporário, compact spare ou mini spare.

Alguns modelos, como os superesportivos, baniram o item e adotaram os reparadores instantâneos. O estepe temporário não passa de 10cm de largura na banda de rodagem contra, 18,5cm ou mais do estepe convencional, possui larguras de seção bem reduzidas e perfis altos, com diâmetros internos maiores, além de serem construídos para serem usados apenas de forma temporária.

Para identificar um pneu temporário, a nomenclatura carrega a letra “T” antes da dimensão. Muitos defensores do estepe temporário alegam que o sistema ABS consegue analisar a situação e fazer as devidas correções. Por outro lado, o site ReclameAuto (WWW.reclameauto.com.br) recebeu diversos relatos de proprietários alegando que o controle de tração da Fiat Toro não funciona em caso de estepe temporário.

Nesse momento, deparamo-nos com a situação do cobertor curto, ou seja, ter um pneu reserva com as dimensões dos “oficiais” é indiscutível. Mas será que vale à pena levar um conjunto roda-pneu a mais, carregar um considerável peso morto em tempos de um mercado que exige máxima eficiência energética dos carros?Além disso, há a questão do espaço, já que os veículos tendem a ser cada vez mais compactos e o pneu precisa utilizar parte do espaço no automóvel.

estepe
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Estepe na mesma medida
* Maior resistência aos impactos
* Pode usar no rodízio dos pneus
* Perda de espaço
* Não possui tendência direcional e restrições em relação à velocidade
* Pneus aptos ao Brasil

Estepe temporário
* Economia de espaço e menor peso
* Não pode usar no rodízio dos pneus.
* Melhor aproveitamento do espaço.
* Tendência direcional e restrições em relação à velocidade
* Pneus não tropicalizados

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