Exemplos

Em 2008,  a então professora Sônia, aos 61 anos, sofreu um desmaio em frente à escola na qual lecionava, em Barbacena, onde nasceu e sempre morou, a 169 quilômetros de Belo Horizonte. A pressão dela estava batendo em 22.

Após os 50 anos de idade,  a comerciante Marisa começou a perceber que estava perdendo a mobilidade. A simples ação de atravessar uma rua passara a ser um desafio. O corpo estava em conflito com a mente.

Sônia e Marisa descobriram na corrida a receita para virar a página. Os maus momentos ficaram no passado. Neste domingo (4), elas estarão entre os 15 mil corredores da Volta Internacional da Pampulha.

“As corridas me trouxeram alegria,  saúde e uma nova forma de ver a vida”, afirma Sônia, hoje aos 69 anos.

“Agora me sinto mais disposta, saudável, jovem e feliz”, diz Marisa, 57.

Após o desmaio,  Sônia Maria Lopes de Melo, hoje aposentada, passou por tratamento médico e começou a fazer caminhadas por orientação médica. Meses depois, os exames revelaram que a pressão e o colesterol seguiam em níveis altos.

“Tive de intensificar os exercícios porque nada estava baixando. Até que em 2011, ao ser levada por minha filha (Jackeline) a uma corrida em Belo Horizonte, fiquei admirada ao ver o ambiente, o movimento. As pessoas felizes, se confraternizando. Decidi que também iria correr”, lembra ela.

Sônia se inscreveu para a primeira corrida um mês depois dessa experiência.

“Fiz os cinco quilômetros em 58 minutos”, recorda.

"Cruzar a linha de chegada para mim é uma vitoria", afirma Sônia, que vai fazer 70 anos no dia 20 de abril de 2017
"Cruzar a linha de chegada para mim é uma vitoria", afirma Sônia, que vai fazer 70 anos no dia 20 de abril de 2017

Integrante de um grupo de corrida em Barbacena, Sônia treina cinco vezes por semana e corre em quase todos os domingos. Já participou de corridas na própria cidade, em BH, Juiz de Fora, São João Del Rey, Brasília, Rio, São Paulo.

“Perto da Volta da Pampulha, a São Silvestre é fichinha!”, gaba-se a atleta quase setentona, que somente neste ano participou de três meias maratonas.

Neste domingo ela vai correr a Volta da Pampulha pela quinta vez. No ano passado, completou a prova em 2h06, ao lado da filha Jack.

“Minha meta é correr agora abaixo de duas horas. Mas o importante é chegar. Cruzar a linha de chegada para mim é uma satisfação, é uma vitória”, diz ela, feliz e realizada por ter descoberto, mesmo que depois dos 60 anos, o universo das corridas. “Melhorei a minha saúde, conheci muitos lugares, fiz novas amizades”, comemora.

Estreia na Pampulha

Marisa Rocha percebeu que estava envelhecendo quando passou a ter dificuldades nas mínimas coisas do dia a dia:

“Meu corpo já não respondia. Senti o conflito da mente e do corpo. estava perdendo agilidade, mobilidade.”

Disposta a envelhecer com saúde e mais disposição, ela começou a caminhar, mas decidiu intensificar as atividades nos últimos três anos e procurou uma assessoria esportiva (a M9).

“Pus como objetivo disputar uma meia maratona”, conta.

Marisa correu a Meia Maraton do Rio 2016
Marisa correu a Meia Maraton do Rio 2016

Neste ano,  ela realizou o sonho e correu a Meia Maratona do Rio. Agora, vai disputar pela primeira vez a Volta da Pampulha.

“Todo corredor gosta de ter no currículo uma Volta da Pampulha. É um lugar maravilhoso, sem contar que é na minha cidade.”

Marisa espera terminar a prova com uma marca entre 2h e 2h10.

“Mas o importante é conseguir cruzar a linha, nem que seja em 2h29”, diz Marisa que, com a corrida, conquistou novas amizades, recuperou a mobilidade e perdeu dez quilos.

Sônia e Marisa, dois exemplos.

Boa corrida para elas!

Marisa (D) com a filha Maiana na corrida do Rio
Marisa (D) com a filha Maiana na corrida do Rio
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