Famoso Migué!

A Toyota está fazendo o recall nos airbags dos Toyota Corolla e Etios em duas etapas, uma de desativação e outra de substituição do insuflador, peça responsável por acionar as bolsas de ar.

Na Hilux e SW 4, o recall é feito de uma só vez, mas quanto ao risco de precisar do equipamento e não poder contar, quem assume? O Código de Defesa do Consumidor no artigo 12 é claro, quem assume é a montadora japonesa.

“Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente, da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos”.

Questionada sobre a possibilidade de acontecer um acidente e os proprietários do Corolla e Etios não poderem contar com o equipamento de segurança, a assessoria da montadora japonesa disse que os airbags foram projetados como um suplemento ao sistema de segurança do veículo:

“Dessa forma, é muito importante que todos os ocupantes do veículo sempre utilizem o cinto de segurança, principal dispositivo de segurança veicular.”

takata

Airbags fatais

Além da Toyota, outras 16 montadoras possuem veículos equipados com os “airbags fatais”. Somando os modelos da montadora japonesa aos da Audi, BMW, Chevrolet, Fiat, Jeep, Chrysler, Dodge, Ram, Ferrari, Honda, Mercedes, Mitsubishi, Nissan, Renault, Subaru e Volkswagen, estima-se de 35 milhões a 40 milhões de veículos envolvidos no megarrecall mundial.

Isso significa cerca de 28,8 milhões de bolsas de proteção, valor que pode variar entre 63,8 milhões e 68,8 milhões de unidades do equipamento de segurança. Só no Brasil, estão envolvidos no megarecall mais 2 milhões de modelos, novos e usados e, até fevereiro de 2017, apenas 16% dos veículos envolvidos haviam atendido ao chamado das montadoras que se pronunciaram sobre o assunto. O que acontece?

Todos os carros contam com uma central eletrônica que avalia em tempo real dados importantes, como uma desaceleração brusca. No caso de haver uma mudança de velocidade repentina, o sistema entende que houve um acidente e envia um impulso elétrico para o módulo acoplado na base do volante ou atrás de peças plásticas do painel no lado do passageiro. Dessa forma, os air bags que são compostos por uma bolsa inflável e por um gerador, que é uma cápsula preenchida com um componente químico que age como combustível, explode.

Quando o propelente ou combustível é acionado, ocorre uma reação que gera um gás. Então, o material gasoso enche a bolsa do airbag em 40 milésimos de segundo, menos da metade do tempo utilizado para piscar os olhos.

A falha nos airbags Takata está no componente que gera essa explosão, preenchido com uma substância chamada nitrato de amônio. Quando exposto à umidade e às altas temperaturas, reage mais rápido do que o esperado. Assim, a explosão sai do controle e a cápsula metálica é rompida, projetando fragmentos de metal contra os ocupantes.

Pelo menos 11 mortes ocorreram nos Estados Unidos e duas na Malásia por causa da falha. Nos acidentes de baixa gravidade, o único elemento prejudicial é o mau funcionamento do airbag.

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