Golf em busca do contra-ataque

Desde o final de março deste ano, a Volkswagen não produz os Golf 1.0 e 1.4. A decisão não é novidade, afinal em 2017 o atual presidente da Volks, Herbert Diess, anunciou que as versões Comfortline e Highline seriam descontinuadas no Brasil. Mas, qual o motivo?

Além de amargar vendas em baixa, 3.070 unidades em 2018, ante as 69.584 do Polo, o Golf agora enfrenta um novo concorrente, o T-Cross, que utiliza os mesmos motores e câmbio do hatch, mas com o diferencial de ser o “queridinho do momento”, afinal, é um SUV.

Prova disso é o fato de a Volks ter simplificado a oferta de modelos da marca, como o Fox que foi reduzido a só duas versões, Connect e Xtreme, ambas equipadas com motor 1.6. O Up! perdeu a versão de entrada Take e o Gol, agora, é ofertado em apenas uma versão, com motores 1.0 e 1.6, e opção de câmbio automático.

Golf 2020, o início da era híbrida
Mas, para aqueles que pensavam ser o fim do Golf, a semana que passou surpreendeu. Além da maioria das montadoras estar preparando um contra-ataque dos sedans aos SUVs, surgiram os primeiros teasers e informações divulgados pela Volkswagen sobre a oitava geração do Golf.

Golf

Se, por um lado, o carro não terá grandes mudanças em nível estrutural, na parte mecânica o Golf irá estrear o “sistema híbrido parcial” que utiliza um sistema elétrico de 48 volts. Assim, o carro será equipado com um motor elétrico que acumula as funções de motor de partida e alternador, auxilia a movimentar o carro, além de recuperar a energia liberada nas frenagens e desacelerações.

Dessa forma, o esforço do motor a gasolina é dividido com o sistema que possui a bateria com tensão elevada aos 48 volts. Assim, o Golf utiliza cabos mais finos e leves quando comparados aos utilizados nos sistemas de 12 volts. O sistema ainda é capaz de manter o carro em velocidade de cruzeiro, quando o motor utilizado, no caso o 1.0 ou 1.5 turbo, é desligado.

Outra vantagem é tornar o funcionamento do sistema start-stop mais suave, já que o alternador ligado a um motor elétrico fornece mais força em acelerações. A tecnologia permite ainda desligar o motor do Golf em movimento ao tirar o pé totalmente do acelerador e, para religar, segundo o fabricante, basta um leve toque no pedal, uma tecnologia mais avançada que a de desativar os cilindros, usada atualmente no motor 1.5 TSI da Volks.

O sistema mantém a bateria de 12 volts, alojada no porta-malas e responsável por alimentar os sistemas periféricos do carro, mas passa a ser equipado com uma bateria de 48 volts, feita de íons de lítio, que fica sob o assento do carona e alimentará a bateria menor por meio de um conversor.

A oitava geração do Golf será apresentada na Alemanha em outubro, em Wolfsburg (Alemanha), com começo das vendas na Europa em 2020. A Volks do Brasil não informa quando o modelo chegará no Brasil, mercado atendido atualmente pela versão esportiva GTI.

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