Henfil, um mestre mineiro

Um grande mineiro faria 73 anos neste domingo.

Henrique de Souza Filho, o Henfil, nasceu a 5 de fevereiro de 1944, em Ribeirão das Neves.

Assim como dois de seus irmãos, o sociólogo Betinho e o músico Chico Mário, herdou da mãe a hemofilia.

Cresceu na periferia de Belo Horizonte. Sua estreia como ilustrador aconteceu em 1964 na Revista Alterosa, a convite do então editor Roberto Drummond.

Passou a colaborar com muitos veículos, inclusive com o Jornal do Brasil e o Pasquim, a partir de 1969.

Criou a revista Fradin em 1970. A essa altura, os personagens de Henfil já eram muito populares no Brasil: os fradinhos Cumprido e Baixim, a Graúna, o Bode Orelana, o nordestino Zeferino e Ubaldo, o paranoico.

Morou por dois anos nos Estados Unidos, onde passou por tratamento de saúde e tentou fazer carreira. Mas obteve espaço apenas em publicações underground. Desse período brotou o livro “Diário de um Cucaracha”.

Após uma transfusão de sangue, contraiu o vírus da Aids. Morreu vítima das complicações da doença no auge da carreira, no dia 4 de janeiro de 1988, aos 43 anos.

Fica a nossa homenagem a esse mestre brasileiro do traço e do humor.

Obrigado, Henfil!

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