Lesão do tendão de Aquiles

Já pensou estar jogando futebol e, de repente, em meio a uma arrancada em direção à bola, sente um estalo como uma pedrada no calcanhar e depois não consegue mais andar? Seu pé parece não mais obedecer à ordem de empurrar o chão… Pois é exatamente isso o que acontece quando estamos diante de uma ruptura do tendão de Aquiles.

Esse tendão, também chamado de tendão tricipital, é o responsável por transferir a força dos músculos da panturrilha para a parte de trás do pé (tornozelo). Seu “apelido” tem origem no herói da mitologia Grega, Aquiles, que morreu por ter sido atingido por uma flecha envenenada no local em que estava sua maior fraqueza, na parte de trás do pé aonde aquele se insere.

Diversos fatores podem contribuir para sua ruptura: traumas de repetição, diabetes, tabagismo, infiltrações locais (Isso mesmo! Infiltrações mal realizadas causam fraqueza nos tendões!). Há estudos que associam a ruptura atraumática do tendão com o uso de antibióticos do grupo das Quinolonas e a pacientes do tipo sanguíneo O negativo.

Nem sempre a ruptura do tendão tricipital é cirúrgica. Em casos de ruptura parcial, uma órtese em equino (com pé para baixo) pode ser aplicada e um intenso tratamento fisioterápico é instituído.

Já nas rupturas grau III (nas quais todo o tendão está acometido), impera-se o tratamento cirúrgico sob pena da perda de força na flexão plantar do pé, essencial para a marcha. Inúmeras técnicas podem ser utilizadas, sendo as mais modernas realizadas sem cortes, por meio de sutura sob a pele.

O método mais eficaz para se evitar o problema é controle do peso e o hábito de se realizar atividade física periodicamente, o que proporciona um melhor e mais duradouro fortalecimento das fibras tendíneas.

No mais pessoal, corpo são, mente sã e vida que segue!

468 ad