Lixo nosso

Quem estava nas proximidades da Igrejinha da Pampulha por volta de meio-dia deste domingo (11) surpreendeu-se com uma cena inusitada. Completamente pintada de cor escura e com dezenas de resíduos amarrados ao corpo, uma mulher passou caminhando, arrastando os materiais pelo chão e atraindo a atenção de todos.

A performance (veja o vídeo abaixo) era obviamente um protesto contra a poluição na Lagoa da Pampulha, cartão postal de Belo Horizonte que se torna um cenário ainda maior de lixão em períodos chuvosos como o atual.

Isto por conta do descarte inadequado por parte da população. Grande parte do lixo chega à Lagoa trazido por córregos como Ressaca e Sarandi. À falta de educação ambiental dessas pessoas some-se a incompetência da gestão pública, ineficiente frente ao problema.

De acordo com a prefeitura de Belo Horizonte, o volume de lixo na Lagoa nesta época do ano aumenta pelo menos cinco vezes, em comparação à média. Diariamente ao longo do ano, são retiradas cinco toneladas por dia de resíduos da Lagoa, número que chega a 20 toneladas no atual período.

Garrafas e materiais plásticos e de vidro, bolas de futebol,  capacetes, TV’s e até móveis como sofás, cadeiras e outros, além de animais mortos, são encontrados e retirados recorrentemente na Lagoa, como já mostrados pelo Viva Pampulha em reportagens como Lixo sem fimTapete de lixo e Reino dos urubus.

Ao passar pela Igrejinha, a artista performática foi abordada pela reportagem do Viva Pampulha, mas mostrou-se concentrada na atuação e preferiu não conceder entrevista, seguindo adiante a passos firmes. Confira fotos abaixo.

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