O grande trabalho em equipe

Quando eu decidi correr, não tinha a mínima noção da importância de ter um acompanhamento especializado. Não é simples correr como a maioria das pessoas pensam. Claro, que é possível para alguns, mas como não faço parte desse grupo seleto, busquei ajuda. No começo, eu só queria perder peso. Já contei isso aqui neste espaço. Atualmente, quero bem mais.

Neste domingo, realizei o primeiro de muitos objetivos que tracei para a minha modesta vida de atleta amadora. Completei os 18km da Volta Internacional da Pampulha. Não foi exatamente da forma como desejei, mas da forma que foi possível, levando em consideração as lesões que resolveram me atormentar na reta final de preparação. Cravei duas horas. Era para ter feito cinco minutos abaixo disso pelo menos.

Apesar disso, foi lindo! Correr no quintal de casa a prova mais charmosa do país é emocionante. Por ser a primeira vez, nem se fala! Mesmo com o joelho ferroando e a vozinha do mal insistindo em me mandar parar. Mas outras milhares de vozes do bem me empurraram até a linha de chegada.

Exagero nenhum dizer que correr a Volta da Pampulha é um verdadeiro trabalho em equipe. A gente nunca está só. Nem antes, na fase de preparação, nem durante, nem depois, no pós-prova. Cruzei a linha de chegada tomada por muita emoção. E me acabei em lágrimas quando recebi mensagem do filho mais velho: “mãe, tenho orgulho de você”.

Até nesse momento, as pessoas que escolhi para me acompanharem estavam lá, do meu lado. Chorar de felicidade é bom. Ao lado de gente que nos faz bem, mais ainda. Por isso, eu acho importante correr com quem entende. Correr é 70% cabeça. Depois da minha primeira VIP, essa máxima nunca foi tão verdadeira.

De camiseta verde e preta,  a colunista de olho no cronômetro
De camiseta verde e preta, a colunista de olho no cronômetro
Onde está Wally: a colunista Ludymilla Sá em meio ao grupo de corrida do qual faz parte
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