Pequeno e eficiente

Ao ser revelado, o Kwid foi apresentado pela Renault como o SUV dos compactos; afinal, tem a maior altura do solo em relação aos concorrentes Fiat Moby e Volkswagen Up! O compacto da Renault possui ângulo de ataque com 24º e de saída com 40º, números melhores que de muitos “SUV”, como o Ecosport. Além disso, a carroceria do modelo da Renault lembra um SUV compacto.

Por dentro, o carro possui acabamento honesto, ou seja, utiliza muito plástico rígido, mas bem acabados e sem rebarbas. Os bancos possuem tecido no centro da peça e imitação de couro nas laterais, e o encosto de cabeça é integrado ao encosto para as costas. Além disso, o carro possui duplo airbag na dianteira e bolsas de proteção na lateral nos bancos, como item de série em todas as versões.

No banco traseiro o assoalho é quase plano, ou seja, tem o túnel central diminuto, e o Kwid conta com Isofix, além de cinto de três pontos para os passageiros das laterais; no meio, o cinto de segurança é abdominal. E o carro oferece encosto de cabeça para todos os ocupantes. O porta-malas tem a maior capacidade da categoria, com 290 litros.

O painel de instrumentos tem iluminação permanente com conta giros localizado à esquerda, velocímetro ao centro e, do lado direito, marcador de gasolina e o computador de bordo. O volante pequeno e com boa empunhadura comanda a direção elétrica.

No centro do painel estão localizados a central multimídia, com câmera de ré, media nav e, abaixo, estão os botões para a abertura elétrica dos vidros dianteiros, travamento das portas – que não travam sozinhas quando o carro está em movimento. Abaixo estão localizados os comandos do ar condicionado com apenas uma temperatura.

Mas nada é mais é mais saudosista que os conhecidos “pinos”, abandonados pelas montadoras há muitos anos, mas presentes no Kwid.

Kwid

Motor pequeno, mas eficiente

Vista de frente, a palheta única, mas com braço duplo, localiza-se no centro do parabrisa e chama a atenção. O motor 1.0 flex, ainda com tanquinho para partida a frio, tem entre 66 e 70 cavalos de potência a 5.500 rpm e 9,8 kgfm a 4.250 rpm, com fôlego suficiente para empurrar bem o carro até mesmo nas estradas – mas quando carregado exige reduções constantes das marchas. Fato justificado pelo uso de comando de válvula simples utilizado no motor 1.0 SCe do Kwid – no Sandero é variável na admissão, tudo em nome da contenção de custos. No consumo o carro agrada, fazendo 13,1 km/l na cidade e 15,4 km/l na estrada.

A direção elétrica foi bem calibrada para uso em baixas velocidades, o que facilita nas manobras na hora de estacionar.  O câmbio manual possui cinco velocidades, tem curso curto e os engates algumas vezes são duros. A suspensão é rígida, o que faz com que o Kwid seja estável em altas velocidades, mesmo com baixo peso, apenas 798 quilos. Em compensação, as irregularidades do asfalto são transmitidas para a cabine e, quando o carro passa por buracos, a batida seca é transmitida sem filtros para o interior do compacto.

Os discos de freio são sólidos na dianteira, em vez de ventilados. As rodas de ferro são de aro 14 presas por três parafusos e que utilizam calotas que lembram rodas de liga leve. Os pneus são 165/70.

O preço da versão de entrada (Life) é R$ 29.990; a intermediária (Zen) custa R$ 36.490; a topo de linha (Intense + Pacote Connect) é R$ 40.490.

Kwid

Ficha técnica
Motor
Dianteiro, transversal, 3 cil. em linha, 1.0, 12V, comando duplo (sem variação de fase), injeção multiponto
Potência
70/66 cv a 5.500 rpm
Torque
9,8/9,4 kgfm a 4.250 rpm
Câmbio
Manual de 5 marchas e tração dianteira
Direção
Elétrica
Suspensão
Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)
Freios
Discos sólidos (diant.) e tambores (tras.)
Pneus
165/70 R14
Dimensões
Compr.: 3,68 m
Largura: 1,57 m
Altura: 1,47 m
Entre-eixos: 2,42 m
Tanque: 38 litros
Porta-malas: 290 litros (fabricante)
Peso: 798 kg
Garantia: 3 anos
Revisões
10 mil km: R$ 349
20 mil km: R$ 349
30 mil km: R$ 349
Preço da versão avaliada: R$ 40.490

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