Que sujeira!

Como ocorre a cada período chuvoso, já é notório o aumento do volume de lixo na Lagoa da Pampulha neste fim de ano. Os registros de imagem feitos pela  reportagem do Viva Pampulha nesta semana mostram o acúmulo de resíduos que podem ser notados em muitos pontos dos 18 quilômetros de orla, notadamente junto à margem.

Informações extra-oficiais dão conta de que a DLA Engenharia  Eireli, empresa contratada pela prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para realizar o serviço de limpeza do lixo sobrenadante e também o de poda e manutenção da orla, estaria há dez meses sem receber o pagamento.

O atraso financeiro, inclusive, teria acarretado redução no quadro pessoal da DLA, o que estaria comprometendo a prestação do serviço.

O Viva Pampulha enviou um e-mail à prefeitura de BH para esclarecer o assunto, mas não obteve resposta. A reportagem também tentou entrar em contato com a DLA Engenharia Eireli, mas o telefone que consta como da empresa, é, na verdade, o número do telefone de uma empresa de contabilidade.

Extra-oficialmente, o Viva Pampulha apurou junto a um funcionário da PBH que “pode, sim, haver algum atraso no pagamento, mas por questões burocráticas e documentais, e não por falta de recursos por parte da prefeitura”.

A DLA recebe cerca de R$ 150 mil mensais para realizar o serviço. Conforme explicação anterior ao Viva Pampulha, a PBH informa que realiza diariamente a limpeza do espelho d’água da lagoa, com a utilização de dois barcos e uma balsa.

A reportagem, no entanto, verificou que apenas duas embarcações estão sendo utilizadas para a realização do serviço, já que um dos três motores nunca funcionou.

O volume diário de lixo recolhido na Lagoa, segundo a PBH, é de cerca de dez toneladas durante o período de estiagem, e de 20 toneladas no período chuvoso.

Em diversos pontos da Lagoa é comum ver um grande volume de lixo acumulado junto à margem
Em diversos pontos da Lagoa é comum ver um grande volume de lixo acumulado junto à margem
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