Saúde e bem-estar

Quer coisa melhor e mais democrática do que uma academia ao ar livre para fazer exercícios físicos e sem pagar nada, em locais arborizados e bem cuidados? Em Belo Horizonte isso é realidade. Os espaços estão disponíveis para a comunidade por meio do programa Academia a Céu Aberto.

A capital mineira conta hoje com 372 academias, localizadas nas nove regiões da cidade: Pampulha (45 espaços), Centro-Sul (36), Leste (47), Oeste (41), Norte (34), Nordeste (49), Noroeste (35), Barreiro (49) e Venda Nova (36). Outras 24 estão em processo de instalação e mais 13 previstas para este ano, totalizando 409, número que ultrapassa a meta inicial de 400.

O programa da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) é coordenado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) e proporciona condições adequadas para a prática de atividades físicas para pessoas de todas as idades, por meio da disponibilização de um conjunto de equipamentos. E, além de facilitar a vida de quem busca uma vida mais saudável, as academias também tornam mais agradáveis os locais em que estão instaladas.

Os aparelhos são de fácil manuseio e devem ser usados para exercícios de musculação e alongamento. O sistema se adapta ao usuário, que deve utilizar o peso do próprio corpo, criar resistência e gerar benefício personalizado, independentemente de idade, peso e sexo.

Pelo menos três vezes por semana, o aposentado Jacy Almeida, 83 anos, vai à Praça Floriano Peixoto, bairro Santa Efigênia, praticar exercícios e conversar com amigos. “Venho aqui há três anos e me sinto bem. Os equipamentos são fáceis de usar e eficientes. Ao ar livre é muito melhor do que na academia. Também aproveito para colocar a conversa em dia”, diz.

A empregada doméstica Maria Conceição Alves de Oliveira Silva, 55, mora em Venda Nova, e aproveita o intervalo entre duas consultas médicas para exercitar-se na Praça Floriano Peixoto.

Jacy Almeida: "Ao ar livre é muito melhor do que na academia"
Jacy Almeida: "Ao ar livre é muito melhor do que na academia"

“É ótimo. Os equipamentos estão conservados. Além da saúde, tem a questão do dinheiro. Quem não tem condições de pagar uma academia, pode malhar de graça. Cuido da minha saúde sem prejudicar meu bolso”, comemora.

O sucesso da Academia a Céu Aberto implantada no Parque JK, bairro Sion, é tão grande que as pessoas formam filas para usar os aparelhos. Morador do bairro São Pedro, Carlos Roberto Silva, 38 anos, é agente sanitário e malha na praça pelo menos três vezes por semana. “Aqui está sempre lotado. O interessante é que têm mais pessoas idosas do que jovens”, comenta.

O agente sanitário elogia a manutenção dos aparelhos que, para ele, substituem perfeitamente os de uma academia convencional. “Com os aparelhos consigo trabalhar todo o corpo e não preciso de pagar academia”, afirma Carlos, que tem predileção pela paralela e pela barra.

O personal trainer Gabriel Castro Rocha explica que a primeira coisa a fazer antes de iniciar a prática do exercício físico é consultar um profissional da área da saúde, seja médico, professor de educação física ou fisioterapeuta. “Os aparelhos têm uma biomecânica muito boa, ou seja, movimentam de acordo com o seu corpo. Mesmo assim, antes de iniciar a prática é indicado consultar algum profissional da área de saúde”, alerta.

Aparelhos são de fácil manuseio e devem ser usados para exercícios de musculação e alongamento.
Aparelhos são de fácil manuseio e devem ser usados para exercícios de musculação e alongamento.
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