Sexta eclética

Um repertório mesclado, com música erudita e do cancioneiro popular. Mozart, Beatles, Bach, Luiz Gonzaga, Villa-Lobos, Gardel e muito mais. Enfim, uma salada musical de bom gosto para um público diverso. Esta é a ideia de repertório do maestro Marco Antônio Maia Drumond, da Orquestra de Câmara do Sesiminas, para o concerto de sexta-feira (29), às 20h, no Museu de Arte da Pampulha. A apresentação faz parte das festividades pelo título de patrimônio cultural da humanidade conferido pela Unesco ao conjunto moderno da Pampulha.

“É um prazer poder tocar dentro de um monumento mundial, que não pode ficar sem uma programação cultural compatível com o título que agora tem”, disse o maestro ao Viva Pampulha.

“Vamos fazer uma apresentação eclética, porque naturalmente teremos um público bem diversificado. Vai ter música erudita, uma adaptação de Luiz Gonzaga, tango”, completou ele, que planeja um programa de uma hora de duração, com um set list de dez a 12 músicas.

A entrada é gratuita. Confira na Agenda Pampulha deste portal mais informações sobre o evento e o endereço do Museu de Arte da Pampulha.

Foto Sebastião Jacinto Jr. / Divulgação
Regente Marco Antonio Drumond, da Orquestra Sesiminas

O maestro
A Orquestra de Câmara do Sesiminas foi criada em Belo Horizonte, em 1986, pelo então presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Nansen Araujo. Em média, a orquestra faz 40 concertos anuais, inclusive em galpões, pátios de empresas, escolas e canteiros de obras, com o objetivo de elevar o padrão cultural da população e tornar a cultura musical acessível a todos os segmentos da sociedade.

Nascido em Belo Horizonte, Marco Antonio Drumond começou a estudar música aos cinco anos de idade. Em 1974, ele foi admitido no curso de graduação em Regência da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estudando sob a orientação do maestro Arthur Bosmans.

Em 1981, obteve bolsa do governo polonês e seguiu para Varsóvia, onde realizou curso de pós-graduação em regência operística na Academia de Música Frederyk Chopin, estudando sob a orientação do maestro Henryk Czyz.
Em 1983, em Weimar, frequentou curso de regência sinfônica com o maestro Kurt Mazur.

De volta ao Brasil, assumiu, em 1986, a direção artística do Madrigal Renascentista e organizou a Orquestra de Câmara Sesiminas, da qual é regente até os dias hoje. Retornou à Polônia em duas oportunidades para dirigir orquestras como as Filarmônicas de Walbrzych (1986) e de Szczeczyn (1992).

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