Só acontece com os outros

O airbag é uma bolsa de ar que se enche caso os sensores espalhados pelo veículo sejam atingidos. O objetivo é a proteção dos ocupantes.

A Takata, fabricante japonesa dos equipamentos, está realizando um mega-recall do produto, o maior na história da indústria automobilística.

Só nos Estados Unidos, são 42 milhões de automóveis; dos 7 milhões do restante do mundo, o Brasil responde por mais de 35 % dos veículos envolvidos.

Mas, segundo o Universo Online (UOL), a adesão ao recall está baixa. O portal noticiou no mês passado que apenas 16% – 415 mil carros – dos mais 2,5 milhões de automóveis tiveram o equipamento reparado. Ou seja: ainda existe mais de 2 milhões de veículos rodando com o airbag fatal, isto é, com um equipamento que pode machucar seriamente ou até matar, em vez de salvar.

Restrição

Para os proprietários que não fizeram o recall, é bom lembrar que em setembro de 2016, com a implantação do Sistema de Monitoramento Online de Recall, quem não atender ao chamado da montadora para realizar gratuitamente o conserto dos veículos do qual é o proprietário, automaticamente terá restrição para a venda do automóvel.

Segundo a Coordenadora Institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, o descaso do brasileiro com a segurança é uma dos motivos da baixa adesão à campanha no país.

“O baixo comparecimento dos brasileiros aos recalls automotivos acontece por duas razões. Uma delas é a pouca importância dada à segurança pelos consumidores no país, e a outra é por falta de conhecimento mesmo”, lembra Maria Inês.

A coordenadora ainda que afirma que as montadoras deveriam ser mais ativas, já que o problema expõe os consumidores ao risco de morte de forma desnecessária.

“As montadoras precisam ser mais transparentes e pró-ativas. Esperam pelas reclamações dos clientes acumularem, muitas vezes sabendo da existência do defeito de fabricação, para só então convocarem o recall. É muita demora e, no caso da Takata e em outros, os recalls são realizados no Brasil bem depois de outros países aonde os mesmos automóveis defeituosos são vendidos”, alerta a coordenadora.

takata
468 ad