Socó-dorminhoco

Ele estava impávido na margem da lagoa, na altura da Nova Praça da Pampulha, bem pertinho da saída do canal do Córrego Tijuco. E a reportagem do Viva Pampulha não pôde deixar de notar a presença daquele pássaro, o socó-dorminhoco, também conhecido como garça-cinzenta ou sabacu, entre outras denominações.

O nome socó-dorminhoco deve-se ao fato de esta ave passar boa parte do dia dormindo. Trata-se de uma espécie predominantemente noturna, mas o Viva Pampulha fez este registro numa manhã de domingo.

O nome científico é Nycticorax nuktikorax, que significa “corvo da noite” ou “pássaro de mau presságio”, mencionado por Aristóteles, Hesychius e outros autores, provavelmente referindo-se a uma espécie de coruja.

De acordo com descrição do wikiAves, apresenta o alto da cabeça e o dorso negros, asas cinzentas, olhos grandes e vermelhos, e duas penas nucais brancas, o chamado penacho.  Mede cerca de 60 cm.

Alimenta-se de peixes, anfíbios, crustáceos, insetos e pequenos répteis. Pesca, às vezes, sobrevoando águas profundas.

A época reprodutiva é entre setembro e janeiro. A incubação de até cinco ovos dura entre 21 a 24 dias, com os filhotes permanecendo entre 30 a 50 dias no ninho.

O socó-dorminhoco vive em bordas de lagos, lagoas e rios. Está presente em quase todo o Brasil, com ampla distribuição geográfica, ocorrendo do Canadá à Terra do Fogo e na Europa.

Durante o dia repousa em galhos de grandes árvores. Tem hábito de colocar o bico sobre o peito verticalmente para dormir. É uma das pelo menos 77 espécies de pássaros catalogadas pelo táxeus (que lista espécies) na Lagoa da Pampulha.

Ao perceber a aproximação da reportagem, o socó voou.

E nós clicamos!

Confira galeria de fotos.

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