Tecnologia em benefício do meio ambiente

Desde 2012, quando a União Europeia criou regras mais rígidas para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera, a tecnologia start-stop voltou a ser utilizada pela indústria automobilística em larga escala, inclusive com as montadoras brasileiras adotando o sistema em modelos médios e até “populares”.

Segundo medições feitas de acordo com o Novo Ciclo Europeu de Condução (NEDC), ocorreu uma redução de consumo e emissões na ordem dos 8%. Na circulação real em circuito urbano, as economias podem chegar aos 15%.

Os motores equipados com o sistema start-stop surgiram no fim dos anos 70, no auge da crise do petróleo, quando o barril do produto chegou a subir 300% em algumas semanas. Naquela época, a tecnologia foi abandonada porque muitos motores não utilizavam injeção eletrônica, assim demoravam a religar e apresentavam muitas falhas.

O objetivo do sistema é a economia de combustível e a redução no nível de poluição, desligando o motor do veículo quando ele se encontra parado em um semáforo ou congestionamento, por exemplo. Tudo isso sem deixar de alimentar os componentes elétricos, como os faróis e o ar-condicionado.

Para religar o propulsor, basta o motorista aliviar o pedal do freio, nos veículos equipados com câmbio automático, ou pisar na embreagem, nos carros equipados com trocas manuais.

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Bateria adaptadas

Entre as recomendações para preservar a bateria de um automóvel está desligar o carro apenas quando ficar parado mais do que três minutos e/ou desligar os faróis antes de dar a partida no motor. Mas, como um sistema pode ser econômico desligando o veículo várias vezes em apenas em uma avenida?

Os automóveis equipados com a tecnologia que desliga e religa o motor possuem bateria com tecnologia AGM (Absorbent Glass Mat), ou AGM /EFB, para alguns fabricantes. A sigla, traduzida, do inglês, significa manta de fibra de vidro absorvente, ou “Bateria Inundada Melhorada”.

Dessa forma, a bateria, que é um acumulador de energia, tem como característica principal a absorção total da solução ácida (eletrólito) utilizada nos separadores. O resultado é uma eficiência muito maior no momento que as placas descarregam e recarregam, proporcionando mais durabilidade que as baterias convencionais e melhor desempenho elétrico para o veículo.

Além disso, o sistema checa a todo o momento a temperatura do motor e só atua na temperatura ideal de funcionamento do propulsor, ou seja, além de economizar combustível, protege a bateria do veículo. Isto é, a possibilidade de a bateria descarregar ou danificar é quase nula. Além disso, a bateria com tecnologia AGM possui a capacidade de carga e descarga até quatro vezes superior que uma bateria convencional.

Como comparação, o número máximo de partidas que uma bateria normal suporta é de aproximadamente 40 mil. Já os veículos que possuem o sistema start-stop suportam até 250 mil partidas.

Outro equipamento “reforçado” foi o motor de partida que ficou ainda mais compacto e passou a contar com mecanismo do pinhão de baixo ruído, o que garante que a partida do motor seja feita de forma confiável, rápida e silenciosa.

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