Trio parada dura

Sônia Maria Lopes de Melo, de 69 anos, pretendia finalizar a 18ª edição da Volta Internacional da Pampulha, neste domingo (4), com  um tempo abaixo de duas horas, conforme dissera ao Viva Pampulha antes da corrida. Não foi possível. Ela, a filha Jack Melo e a amiga Amanda Dornelas chegaram juntas com cronômetro marcando 2h12m09.

Algum problema nisso, dona Sônia?

“De jeito nenhum. Já basta minha alegria de conseguir chegar.”

A aposentada disse que se emocionou muito com a largada, momento marcado pela homenagem da organização às vítimas da tragédia aérea da Chapecoense. Houve a leitura de uma carta e o tradicional minuto de silêncio.

“Foi a melhor largada que já vi na história da Volta da Pampulha. Foi muito emocionante”, contou ela, que participou pela quinta vez da corrida em BH.

Sônia começou a correr influenciada pela filha Jack Melo, 40, assim como  a amiga Amanda.

“Sou a culpada de tudo isso”, afirmou, sorrindo, Jack Melo.

Amanda conta que perdeu 33 quilos em um ano, graças às corridas. Com 1,79m, ela pesava 110 quilos.

“Agora estou com 77 quilos”, disse, feliz da vida.

O trio conta que dois fatos marcaram o percurso deste ano.

“O mau cheiro da Lagoa perto da Igrejinha estava demais neste ano. Tivemos até ânsia de vômito”, contou Jack.

“Mas uma coisa legal foi a batucada em muitos pontos da corrida. A gente parava e sambava, claro”, divertiu-se Sônia.

Após a corrida, elas prometiam ir comemorar o domingo na Feira Hippie do Mineirinho.

“Vai ter chopp, chouriço e torresmo!”, anunciou a aposentada.

Tin-tin e bom apetite, mulherada!

Jack Melo e a mãe Sônia: chopp, chouriço e torresmo após a Volta da Pampulha
Jack Melo e a mãe Sônia: chopp, chouriço e torresmo após a Volta da Pampulha
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