WhatsApp e a tendinite de De Quervain

É, caro leitor. Como escreveu nosso colega fisioterapeuta Flávio Pires na sua última coluna, “IPhones, IPads, Tablets e Smartphones: os vilões da vez nas lesões ortopédicas”, hoje em dia é cada vez mais frequente encontrar pacientes com doenças provocadas pelo uso excessivo de celular, principalmente quando eles usam só o polegar para digitar e navegar, como nos aplicativos de conversas.

Dentre essas lesões, as tendinites nas mãos são as mais comuns, sendo a tendinite de De Quervain a mais frequente. A tendinite é um processo inflamatório que ocorre nos tendões. Na tendinite de De Quervain a inflamação ocorre no abdutor longo e no extensor curto do polegar, que são os tendões que mais sofrem com a digitação.

A dor é a principal queixa, sendo agravada pelo teste de Finkelstein, realizada no exame físico pelo ortopedista, que é o desvio ulnar do punho com o polegar flexionado. Pode, ainda, apresentar edema, creptação e, às vezes, ressalto.

O tratamento inicial deve ser conservador, consistindo em anti-inflamatórios, gelo local e repouso, deixando o celular um pouco de lado. A fisioterapia também é um importante instrumento terapêutico. Imobilização e infiltrações com corticóides também podem ser utilizados. Na falha do tratamento conservador, o tratamento cirúrgico deve ser indicado.

Como prevenção, a dica é segurar o celular com apenas uma das mãos e digitar com o indicador, evitando o uso só do polegar.

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